Pois bem meus queridos chamo de “síndrome de Adão” o nosso terrível costume de acusar, ou melhor, jogar a culta de algo em outrem. Ora isso nas vezes em que vemos/percebemos que temos culpa em algo, que deu errado ou a alguém desagradou e nos justificamos procurando repassar o agravante e causa a alguma coisa ou alguém, afim de nos inocentarmos de toda culpa. Afe, afe!
“A culpa e a condição de vítima. Onde quer que você encontre um problema, você geralmente encontra o dedo acusatório da culpa. A sociedade está viciada em bancar a vítima. “Se ao menos o meu chefe não fosse um idiota tão controlador… Se ao menos eu não tivesse nascido tão pobre… Se ao menos eu morasse num lugar melhor… Se ao menos eu não tivesse o temperamento do meu pai… Se ao menos os meus filhos não fossem tão rebeldes… Se ao menos o outro departamento não bagunçasse as ordens o tempo todo.. Se ao menos nossa indústria não estivesse tão decadente… Se ao menos nosso povo não fosse tão preguiçoso e desmotivado… Se ao menos… Se ao menos.” Culpar a todos e a tudo pelos nossos problemas e desafios pode ser uma norma e talvez alivie temporariamente a dor, mas também nos acorrenta a esses problemas. Mostre-me uma pessoa que seja suficientemente humilde para aceitar e assumir a responsabilidade pelas suas circunstâncias e corajosa o bastante para tomar qualquer inicativa necessária para criativamente atravessar ou contornar esses desafios, e eu mostrarei a você o supremo poder da escolha.”
Fonte: [Best Seller] Os 7 Hábitos das pessoas altamente eficazes, páginas 13 e 14, autor Stephen R. Covey, Ed. FranklinCovey, ISBN 978-85-7684-062-6
Bem meus amigos, o que quero dizer é que alguém com esta “síndrome” é uma pessoa medrosa, irresponsável, de pouco ou nenhuma autenticidade.
É cômodo tentar se esquivar, e duro ter peito pra dizer a verdade pura, sem rodeios e meias verdades (mentirinhas inocentes) no meio da história, e, enfrentar as consequências como uma pessoa disposta a sofrer eventuais transtornos.
Enfim, por isso, muitas vezes somos julgados, com razão, por essas atitudes de falsidade, mal caráter.
Não é de estranhar, portanto, que o pai da fé, Abraão, tenha vivido pela fé na Palavra antes de haver Escritura, mostrando-nos assim, que a Palavra precede a Escritura.
A fé vem pelo ouvir-escutar-crer-render-se à Palavra.
E a pregação só é Palavra se o Espírito estiver soprando. Do contrário, é sóprega-ação!
E a pregação que não é Palavra é apenas estudo bíblico, podendo gerar mais doença do que libertação.
A grande tentação é fazer a Escritura se passar por Palavra. As Escrituras se iluminam como a Palavra somente quando aquele que a busca tem como motivação o encontro com a Palavra de Deus. Ou quando o Deus da Palavra fala antes ao coração!
A Bíblia é o Livro.
A Escritura é o Texto.
A Palavra É!
“Escritura” sem Deus é apenas um texto religioso aberto à toda sorte de manipulações!
No genuíno encontro com Deus e com a Palavra, a Escritura vem depois.
Sim! A Escritura vem bem depois!
O processo começa com a testificação do Espírito — pelo testemunho da Palavra de que somos filhos de Deus (Atos 16:14; Romanos 8:14-17; 10:17).
Depois, nos aproximamos da Escritura, pela Palavra. Então, salvos da “Escritura” pela Palavra, estudamo-la buscando não o seu poder ou o seu saber, mas a “revelação” imponderável acerca da natureza e da vontade de Deus, que daquele “encontro”—entre a Escritura, a Palavra e o Espírito — pode proceder.
Para tanto, veja João 5:39-40, onde o exame das Escrituras só se atualiza como vida se acontecer em Cristo.
Um exemplo do que digo é a tentação de pular do Pináculo do Templo. Tinha uma “base bíblica”— se levarmos em conta a Escritura como sendo a Palavra. Mas o que Jesus identificou ali foi a Escritura sem a Palavra.
Um ser pré-disposto ao sucesso teria pulado do Pináculo em “obediência” à Escritura e à sua literalidade, violando, para sua própria morte, a Palavra.
Porém, não estava dito!
Ora, é em cima do que está escrito mas não está dito, que não só cometemos “suicídios”, mas também “matamos” aqueles que se fazem “discípulos” de nossa arrogância, os quais, motivados pelas nossas falsas promessas, atiram-se do Pináculo do Templo abaixo.
E é também por causa desse tipo de obediência à letra da Escritura que nós morremos.
A letra mata!
Olhamos em volta e vemos o Livro de Deus em todas as prate-Lei-ras. Vemos o povo carregando-o sob o braço e percebemos que eles são apenas “consumidores de Bíblias”.
Vemos seus lideres e os percebemos, muitas vezes, apenas como “mercadejadores” de Bíblias e dos “esquemas” e “programas” que se derivam domarketing que oferece e vende sucesso em “pacotes em nome de Jesus”.
Sim! E isso tudo não porque nos faltem Bíblias e muito menos acesso à Palavra.
O que nos falta é buscar a Deus por Deus.
O que nos falta é sermos filhos amados de Deus não porque isto nos dá statusMoral sobre uma sociedade que não é mais perdida que a própria “igreja”, coletivamente falando, é claro!
O que nos falta é a alegria da salvação, sendo essa alegria apenas fruto de gratidão.
É somente na Graça que a leitura da Bíblia tem a Palavra para o coração humano. Sem a iluminação do Espírito a Bíblia é apenas o mais fascinantes de todos os best-sellers.
Caio Fabio
http://www.caiofabio.com/
Escrevi esse a partir de uma inspiração subta. Rapidamente peguei o lápis e comecei a escrever o que me acometia. Interessante é que nada é original, mas simplesmente lembranças de muitas palavras belas que vemos na bíblia, e que a ligação delas pode produzir uma história como se fosse um sonho. O meu sonho, que me leva a uma viajem pela Palavra.
Quando fui encontrado por seu amor e a ele me rendi mergulhei num mar de Graça envolvido pelas palavras de vida mesmo quando não pude respirar e achava que iria me afogar, as muitas águas que bebi.
Então vi que ao passar pelas muitas águas, elas não me submergiram e percebi que ali é o meu lugar, como um peixe no fluir do rio de DEUS, rumo a imensidão dos mares do conhecimento do Senhor. Como se pudesse conhecer toda a largura, profundidade e dimensão dos 7 mares.
Ainda se não me bastasse poderia caminhar sobre as águas tranquilamente em meio a tempestade, pois o Espírito paira sobre a face das águas. E é a mão do Senhor que me sustém e não me deixa submergir e que ao cair me levanta.
Também é na sombra das tuas asas que sou escondido daqueles que vem contra mim. Não permitindo que eu seja atingido, ainda que alguém tenha sido abatido a minha direita e outro a minha esquerda.
Vou tentar concluir e aplicar alguma métrica e formatação.

